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28 de novembro de 2008

FINDHORN: SUCESSO COM A AGRICULTURA ESPIRITUAL

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Findhorn: rosa florescendo em pleno inverno



Findhorn é o sinonimo de uma deliciosa experiencia ecológica da Nova Era, onde os seres da natureza, cooperando com pessoas de boa vontade , transformaram uma gleba de areia estéril em terra fecunda, mostrando ao mundo como os territórios devastados pela imprudencia e a maldade humana poderão ser reconquistados e transformados em regiões produtivas e belas, bastando para isso que os homens ouçam o que esses seres têm para ensinar e com eles colaborem!

Em 1962 quatro escoceses que trabalhavam num hotel de luxo perderam seus empregos . Eram Peter Caddy , sua esposa Eilen, Dorothy Maclean e Lena Lamont. Não havia razão aparente para essa simultanea perda de empregos mas o que causou ainda mais estranheza é que , apesar de serem profissionais eficientes , essas pessoas não conseguiam outro trabalho . Depois de inuteis tentativas , resolveram esperar que a adversidade amainasse e foram viver em dois trailers que possuíam. Como eram pessoas que não só trabalhavam mas estudavam e tinham-se submetido a um treinamento espiritual , não se aflingiram indevidamente e entregaram-se à vontade do plano superior. Eilen era também uma sensitiva , procurou orientação e nessa procura recebeu instruções para que ela e seus companheiros rumassem para a baía de Moray , no Norte da Escócia , um lugar mais próximo do Circulo Artico do que a cidade russa de Moscou . Lá havia um local perto de um acampamento para caravanas , denominado Findhorn . Situado num pequeno cabo, era varrido por ventos glaciais e naquela parte do ano ( novembro ) os dias eram curtos e quase sem sol. Dificil imaginar um lugar mais inóspito mas, pensavam eles --- que já o conheciam --- seria uma parada curta , temporária , enquanto aguardavam os esperados empregos! Para lá se dirigiram. E acamparam.

Como eram pessoas com conhecimentos espirituais , compreenderam que algum motivo deveria existir para essa mudança brusca de destino e moradia, e não desprezaram a oportunidade do isolamento obrigatório para prosseguir com seus estudos. Eileen , continuando com suas meditações diárias , quase que imperceptivamente entrou em sintonia com os seres da natureza que começaram a dar isntruções ao grupo. Quando a primavera chegou --- eles ainda em Findhorn e ainda sem emprego --- sabiam o que deveriam fazer e como proceder: trabalharo solo para melkhorar o ambiente e seu cardápio! Haviam sido instruidos como enriquecer o solo sem colocar produtos quimicos. Possivelmente por serem totalmente inexperientes em jardinagem e horticultura , não tinham idéias préconcebidas quanto à qualidade paupérrima do chão que , sendo composto de areia e pedregulho com uma fina camada de terra por cima, dificilmente se prestaria ao plantio de verduras! Puseram mão à obra e começaram a preparar o local para a horta.

Saíram à procura de produtos organicos naturais para enriquecer seu cantinho de areia e o primeiro tesouro encontrado foi um montão de capim apodrecido que transportaram para o acampamento. Pouco depois um conhecido que criava cavalos ofereceu um lote de estrume e permitiu que apanhassem o esterco que encontrassem nos pastos. Arramcavam as algas marinhas que ficam presas aos rochedos perto do mar, trabalho duro e até perigoso mas compensador , pois essas algas continham grandes quantidades de produtos químicos que fertilizavam o solo. Estavam precisando de palha para ajuntar ao montão de lixo que tinham conseguido , quando foram procurados por um vizinho que perguntou se não gostariam de apanhar um fardo que havia caio ao lado da estrada! Uma destilaria ofereceu seus residuos de cevada , outro poderoso fertilizante natural. Andando pelos arredores, Peter Caddy , o chefe da operação, viu um carneiro que havia se enroscado no arame farpado da cerca. Soltou-o e avisou o fazendeiro que, agradecido, presenteou-os com um carregamento de estrume. Uma mercearia deu um lote de batatas e verduras estragadas e um vizinho que estava desmanchando seu barracão , oferecu o madeiramento que o grupo de Findhorn precisava para construir uma cerca. Tudo que necessitavam vinha às suas mãos como que por "milagre" , mostrando que uma força inteligente trabalhava segundo um plano preestabelecido. Eram os espiritos da natureza que se faziam conhecer atravé das instruções que a sensitiva recebia e que davam ao solo a energia vital, sem a qual a Operação Findhorn teria fracassado!

Aqui fazemos uma curta digressão pois temos que apresentar ROC , uma pessoa que foi levada a Findhorn depois que o grupo inicial havia se instalado. Era um ex-operádor de um navio de transportes durante a Segunda Grande Guerra Mundial . Quando a guerra terminou, ROC ( R. Ogilvie Crombie ) ingressou na Universidade de Edimburgo, na Escócia , mas por ter sido vitimado por grave molétia foi forçado a abandonar os estudos. Durante sua longa convalescença começou a interessar-se por assuntos relacionados aos poderes paranormais do ser humano e quando sarou , voltou a morar na cidade de Edimburgo onde teve uma experiencia nesse campo que revolucionou a sua vida . Conta ROC que , como gostava de lugares ermos, passava longas horas no Jardim Botanico e certo dia , sentado na relva, encostou-se a uma arvore . Uma estranha paz invadiu-o no tranquilo silencio , ele observava a natureza que o cercava. repentinamente viu uma curiosa figurinha, meio gente, meio animal , que saltitava na grama. Pensando que estava sofrendo de uma alucinação , fechou os olhos mas com os olhos cerrados não via o fauno. Quando os abria, lá estava ele que aos poucos se aproximava. Quando chegou bem perto, ROC cumprimentou-o dizendo :

"Älô"
Assustado o fauno deu um pulo e perguntou :
"Você me pode ver? "
"Sim!" --- respondeu ROC .
"Mas os humanos não nos veem!" --- retrucou o fauno. Assim os dois começaram a se compreender e entabularam uma relação de amizade , o pequeno fauno iniciando um trabalho de grande importancia que tinha que fazer com ROC --- prepara-lo para um encontro decisivo em sua vida, que se deu da seguinte forma:

Voltava ROC para casa à noitinha e, passando por uma das tranquilas ruas de Edimburgo, sentiu que penetrava num ambiente diferente, singular . Parecia que estava nu e que o ar ficara tão denso que o sentia na pele, morno e vibrante como leves choques elétricos ou delicadas teias de aranha a roçar contra o seu corpo. Quando aproximou-se de um espaço entre duas casas , sentiu que algo ainda mais estranho estava para acontecer . De repente viu um ser gigantesco caminhando a seu lado --- meio homem , meio animal --- que irradiava uma enorme força. Era um outro fauno , mas não podia ser seu pequenino amigo que havia crescido a tais proporções . . . Naquele instante o fauno virou-se para ROC e começou a conversa mais curiosa que se pode imaginar . Apresentou-se em primeiro lugar. Era o grande Pã que a mitologia grega cita e que a Igreja Cristã havia usado para exemplificar, erroneamente , aquele ser que ela chamava de Satanás! O grande Pã , conhecendo o terro que muitos cristãos tem por sua figura , o que muito o entristece , queria saber se ROC também o temia ou se lhe inspirava repulsa. ROC asseguou-lhe que não e de seus sentimentos profundamente fraternos pelos seres da natureza! Mais aliviado , Pã continuou a conversando e acompanhou ROC até a porta de seu apartamento quando se tornou invisivel. ROC , apesar de não poder vê-lo , sentia sua presença dentro de casa. Esse foi o primeiro encontro . Outros seguiram e os dois tornaram-se bons amigos, Pã explicando os seus planos que estavam relacionados a Findhorn, para onde ROC deveria dirigir-se. ROC não hesitou --- partiu para lá e integrou-se ao grupo de Peter Caddy . Pã , por sua vez , iniciou sua parte na tarefa de reconstrução de Findhon.

Sendo pequena a área e como era , também , uma experiencia novel , ogrupo reuniu-se para decidir com o que iriam iniciar a horta. Resolveram que seria com repolhos e calcularam que , se vingassem e pesassem mais ou menos dois quilos cada, teriam uns quinze quilos que bastariam Plantaram , pois, oito sementes mas o resultado foi desconcertante, pois alguns repolhos chegara a pesar mais de inte quilos cada ! E uma semente de bróclos , plantada ao mesmo tempo , deu uma arvore de brócolos que serviu para alimentar o grupo durante semanas .

Quando o talo precisou ser arrancado , o peso era tanto que Peter Caddy quase não teve forças para carrega-lo Nessa primeira estação o grupo plantou 65 qualidades de verduras , 42 de ervas de cheiro e 21 de frutas, algumas que não era naturais a lugares frios.

Os resultados conseguidos começaram a ficar conhecidos e Findhorn foi por fim visitado por um representante do Departamento de Agricultura que pediu licença para tirar uma amostra da "terra" . Quando a examinou imdiatamente declaou que precisaria de pelos menos 80 gramas de sulfato de potássio por metro quadrado. Caddy explicou que não empregava fertilizantes artificiais ou químicos em Findhorn, ao que o digno representante do Departamento da Agricultura respondeu que os produtos "naturais" eram inadequados para suprirem as deficiencias do solo e para explicar os motivos de sua abalizada e técnica opinião levou duas preciosas horas. Enfim , levaria a amostra para ser examinada pelo Departamento Técnico em Aberdeem . Seis semanas mais tarde voltou trazendo o resultado da analise --- Não havia deficiencias no solo. Perplexo, convidou Caddy a explicar num programa de TV quais os métodos adotados em Findhorn que tornava os métodos adotados em Findhorn que tornava areia estéril em terra fertil!

A fama de Findhorn começou a correr o mundo e pessoas de todos os apises o visitavam . O grupo de Caddy acbou recebendo uma oferta para trabalhar num belo lote de terra, completamente cercado , com grandes estufas de vidro ( e dinheiro , bem entendido ) mas apesar de sentir-se tentado , o chefe do grupo recusou , pois todos já haviam percebidos que os resultados obtidos em Findhorn não eram normais, que havia um plano por detrás de tudo. Compreenderam enfim por que não conseguiam empregos ! Era preciso que se dedicassem inteiramente à experiencia novel que estava sendo eita em Findhorn que resultaria em beneficios ao mundo inteiro tão necessitado de recuperação ecológica.

Até então só verduras e plantas rasteiras haviam sido plantadas. Como a tentativa havia sido coroada de exito, outra fase foi iniciada: a do plantio de arvores de maior porte --- de sombras e frutiferas --- e arbustos. Com a chegada da primavera Caddy achou de iniciar-se essa segunda etapa com uma castanheira e alguns arbustos já escolhidos. Pã foi consultado e prometeu a sua cooperação. A castanheira cresceu normalmente apesar do verão que se seguiu ter sido excepcionalmente quente e seco, e os arbustos , que haviam sido colocados na mais pura das areias ( o fertilizante natural já havia acabado ) , floriram.

Anos mais tarde , quando o grupo de Caddy já havia adquirido um lote de terra vizinho a Findhorn , perto de seiscentas faias foram plantadas para cercar a área , e sobre essas faias Caddy conta uma curiosa história. Alguém havia visto um anuncio oferecendo árvores já crescidas em oferta especial . Mandaram o dinheiro e nove dias mais tarde foram avisados que as arvores estavam na estação . Seu estado era deplorável --- as raizes e folhas , secas e enrugadas , mas Pã foi convocado e ele e os devas prometeram um cuidado todo especial para elas. Foram também plantadas na areia e vingaram e floresceram!

Um pomar foi formado e os que visitaram o lugar exclamavam que jamais haviam visto tanta abundancia e frutas e verdura tão saborosas. Sobre esse pomar também contam outro incidente curioso . As arvores cresciam e o lugar precisava de uma capinada , mas o "mato" estava em plena floresccência. Assim mesmo cortaram as plantas . ROC , que viajara , chegou logo após a chacina e ao descer para a praia , sentiu-se perseguido por uma legião de irados elfos que pediam satisfação por terem tido seus lares destruidos . Viviam nas flores, diziam eles , e agora não tinham onde morar. Não trabalhariam mais em Findhorn ! Quando ROC descobriu o que havia acontecido , pediu desculpas e explicou aos elfos que os humanos não sabiam que as flores eram habitadas.

Com essa explicação os animos exaltados se acalmaram e mais tarde a sensitiva recebeu uma mensagem que dizia que, sendo Findhorn uma experiencia pioneira , a cooperação entre os homens e os seres da natureza era bidirecional e era imprescindivel que todos se abstivessem de desagradar a quem quer que fosse! Não bastava "acreditar" e pedir ajuda. Era preciso respeitar os seres da natureza e sua obra --- as plantas . .

Os antigos aceitavam a existencia dos seres da natureza , mas os supersensiveis orgãos que permitem a sua percepção atrofiaram-se no homem moderno que desenvolve unicamente o seu intelecto. Para eles esses seres não passam de figurinhas em histórias para criançasou, então, lendas da mitologia ! Mas o breakthrough --- a penetração em território desconhecido --- representado pela experiencia feita em Findhorn mostra que os seres da natureza existem e mostra , também, que se os homens se ligarem mais a eles e escutarem seus ensinamentos , a nossa triste e violentada Terra terá condições de volta à sua primitiva beleza.

Todos os ensinamentos recebidos pelo grupo deram resultados excelentes . Quando seu auxilio era solicitado , não negavam sua cooperação --- assistencia que prestavam era exatamente aquela que as plantas precisavam , mostrando que conheciam as deficiencias e tinham não só o poder mas o conhecimento técnico , qualidade tão apreciada hoje em dia pelos grandes capitães da industria . . .

Entre todos os ensinamentos prestados ao grupo , um que foi mais enfatizado é que a Terra precisa de arvores , muitas e de grande porte , pois arvores são para esse planeta o que a pele é para o homem . E se os humanos se afastarem deles e continuarem a transgredir as leis que mantem o equilibrio ecológico , esses seres se retirarão , levando consigo o poder de curar , sanar , transforma nosso solo doente e sobre a Terra se abaterão as forças destrutivas que ela não terá mais condições de conter !

Extraido de um texto de Elsie Dubugras --- 1976

http://br.geocities.com/rsmaike/findhorn.htm
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25 de novembro de 2008

MATTER IS MERELY VACUUM FLUCTUATIONS


It's confirmed: Matter is merely vacuum fluctuations

Matter is built on flaky foundations. Physicists have now confirmed that the apparently substantial stuff is actually no more than fluctuations in the quantum vacuum.


The researchers simulated the frantic activity that goes on inside protons and neutrons. These particles provide almost all the mass of ordinary matter.


Each proton (or neutron) is made of three quarks - but the individual masses of these quarks only add up to about 1% of the proton's mass. So what accounts for the rest of it?


Theory says it is created by the force that binds quarks together, called the strong nuclear force. In quantum terms, the strong force is carried by a field of virtual particles called gluons, randomly popping into existence and disappearing again. The energy of these vacuum fluctuations has to be included in the total mass of the proton and neutron.


But it has taken decades to work out the actual numbers. The strong force is described by the equations of quantum chromodynamics, or QCD, which are too difficult to solve in most cases.


So physicists have developed a method called lattice QCD, which models smooth space and time as a grid of separate points. This pixellated approach allows the complexities of the strong force to be simulated approximately by computer.


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24 de novembro de 2008

ALGUÉM SE ALIMENTA DE NÓS?

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Loosh – a parábola de Robert Monroe

Observando a cadeia alimentar, cientistas e filósofos têm-se debruçado por sobre um enigma: servimos de alimento para quem?

É muito degradante para o nosso ego de reis da criação insistirmos nessa questão. Como dizia Charles Fort, o papa do Realismo Fantástico, o que incomoda é prontamente ignorado, posto de lado, são os fatos DANADOS.

Lendo ‘Viagens além do universo', de Robert Monroe, nos cai de chofre uma espantosa resposta para a incômoda indagação.

Quando tive oportunidade, comuniquei ao Bob que ele fora crudelíssimo para com os seus leitores, pois lhes dera apenas uma simples virada de folha do seu livro, para se recuperarem do choque produzido por sua revelação, ao passo que ele havia levado alguns meses para se recompor. Bob sorriu.

Na sua parábola, muito século XXI, Bob esclarece que produzimos uma substância identificada como loosh, muito apreciada e solicitda por alguém em algum lugar. A extração deste nosso produto é feita após a nossa morte. E o que vem a ser loosh?

Em princípio, baseado 'nas informações primeiras que recebeu, Bob declara:

O loosh é apreciado, colecionado, comido, bebido, necessitado, amado ou usado como droga.

E acrescenta:

O loosh é uma substância rara, em ALGUM LUGAR. Seus usuários estão convencidos de que o seu uso é vital.

A sua dúvida se dissipa quanto ao método usado para a estocagem do loosh. Levado até um armazém deste precioso produto que produzimos, quase se esvai, exposto à reverberação dos raios desta estranha e energética substância. Foi salvo pelo seu acompanhante, um INSPEC (Intelligent Species - Espécies inteligentes). Este ser se postou diante dele, minimizando a tremenda radiação do loosh e tornando-a suportável para Bob, uma espiral muito curiosa.

Robert Monroe descobriu que a produção da energia loosh está ligada às nossas emoções e se indagou: o Amor é loosh? A sua resposta foi SIM, na qualidade pura e abrangente do SUPER AMOR, ou seja, do AMOR ALTRUÍSTA, INTEGRAL.

Uma experiência direta — de primeira mão



N° 4 — Final do ano de 1983

Eu havia perdido o meu filho Arthur no final de julho. Certa tarde, absorvida na leitura de um livro de Harold Sherman, fui levada pelo tema e cheguei a concentrar-me, sem o perceber, no significado real do sofrimento. Repentinamente, recebi um ensinamento completo sobre o assunto, algo que chamei então de comunicação em bloco, e que, cinco anos depois, em 1988, iria aprender, durante o programa Gateway, a chamar de NVC (non verbal comunication), ou seja, comunicação não verbal. O impacto foi tremendo e muito vivificante. Fiquei impossibilitada de comentar o episódio, pois eu o recebera de forma tão inexplicável que não poderia transmiti-lo.

No dia seguinte, ainda de madrugada, minha filha Tina, de quatorze anos, irrompe em prantos no meu quarto. Tina é uma sensitiva incrivelmente bem dotada e... apavorada pelos dons que possui.

— Mamãe, você não vai acreditar no que me aconteceu!
Contou que entrara em um estado esquisito e que, de repente, se viu em um local parecido com o hall de uma universidade. Muitas pessoas entravam e saíam, mas ela sabia que estava no lugar para onde os mortos vão. Tina ficou muito alegre por pensar:

— Oba! Agora vou me encontrar com o Arthur...

— Você não veio aqui para isso — uma voz cortou os seus Pensamentos.

Tina se voltou, deparando-se com uma luzinha muito enigmática. Via a luz à sua frente, mas sabia que era una com ela. A luzinha levou-a para executar várias tarefas, em diversos níveis. Dava-lhe uma ajuda substancial, inclusive estimulando-a a não desistir, quando a dificuldade era muito grande. E assim, de nível em nível, chegaram a um platô. E aí Tina encontrou a mim e a diversas outras pessoas que desconhecia. Estávamos umas ao lado das outras, espaçadamente. Minha filha contou-me que havia qualquer coisa, não evidente, que envolvia cada uma de nós e que não permitia que nos comunicássemos entre nós e com ela. (Seria um campo de força?) E foi após essa observação que a minha menina olhou para a frente.

— Mamãe, caí num êxtase imediato. Jamais fui e serei mais completa e feliz do que o fui naquele momento. À minha frente existia uma luz maravilhosa e cheia de amor, e eu soube que aquela energia luminosa é o que chamamos DEUS. De repente, a senhora começou a falar. Não ouvi um som, mas sabia que a senhora estava dando contas a Deus de como aceitou a morte de Arthur. E Deus estava muito satisfeito com a senhora. As outras pessoas também falavam e Deus foi ficando cada vez mais luminoso, tão luminoso e brilhante que eu não podia vê-lo sem ficar ofuscada. (Ver experiência de Robert Monroe, no Armazém de Loosh~Amo)

Então eu soube: Deus é uma grande energia omnisciente. Mas tem uma fraqueza: não pode experienciar nada, por ser omnisciente.
Deus explodiu de si mesmo um monte de centelhas e as cobriu da matéria, para que elas experienciassem por ele, e depois trouxessem a experiência de volta, para que ele se tornasse cada vez mais sábio.
Nós somos esses pedaços de Deus e estamos aqui para levar experiência para ele. Quando é hora de voltar de Deus, para colheras experiências, há uma reunião e Deus nos dá uma coleção das experiências que ele deseja que façamos. Escolhemos as que mais gostaríamos de viver. Então, Deus escolhe onde vamos nascer. Há um grupo de PAIS e MÃES, e todos estão dormindo nas suas camas na Terra, mas estão acordados lá, e são escolhidos os que podem facilitar os acontecimentos para nós. Sabe, mãe, os que vão colocar agente na boca do forno!
Nós nascemos, mas esquecemos tudo, senão o jogo perderia a graça. Quando chegam aquelas experiências, as que escolhemos, Deus nos dá o direito de vivê-las do jeito que quisermos: enlouquecer, suicidar, brigar, adoecer ou crescer com elas. É isto o que Deus quer, porque assim vai ter a experiência completa, cujos resultados poderão ser aproveitados como ajuda aos vivos e àqueles que chamamos de mortos e em outros planos também. Mãe, eu não queria mais voltar de lá. Estou apaixonada por Deus. Eu tinha tudo lá... Era como se estivesse vivendo mil vidas felizes ao mesmo tempo. Mas a minha luzinha me puxou, com muita força, de volta para o meu corpo. E... eu quero voltar, lá tudo é muito emocionante. Aqui é muito enjoado e sempre igual!

A essência desse depoimento da minha filha Ana Christina, a Tina, foi o que eu havia recebido em NVC, um dia antes, e que, impossibilitada, não transmitira a ninguém.

É impressionante comparar este relato de 1983 com o de Robert Monroe, cujo livro Viagens além do universo só iria ser editado dois anos após, em 1985, nos Estados Unidos.



O jogo Cósmico de Donald Crowhurst


Pequena biografia: quem foi Donald Crowhurst? Campeão de corrida em Trimaran, promovida pelo Sunday Times, ao redor do mundo.
Foi campeão em toda a linha. Talentoso, inventivo, sempre preocupado em criar avanços técnicos para a navegação. Desapareceu misteriosa e tragicamente, nas proximidades dos Açores, quando vencia a sua última corrida, pois foi esta a última das posições que comunicou através do rádio.

Patrice-Gaston escreveu um livro superinteressante, “Desaparições Misteriosas”, e o dedicou à memória de Donald Crowhurst, julgando-o um grande injustiçado pelo Sistema perante o público.

O Sistema, como sempre, escamoteou os escritos do navegador, principalmente um texto com o título Meditações, composto de vinte e cinco mil palavras, onde Crowhurst fez considerações filosóficas e revelações que o sistema achou por bem sonegar à humanidade por esclarecer fatos danados, como aqueles em que Charles Fort esgrimia, e que eram dedicados a esta mesma humanidade.

Psicólogos foram escolhidos e contratados para taxarem o navegador com a pecha de esquizofrênico, suicida ou qualquer mote que pudesse desmoralizá-lo perante a opinião pública. Tem sido sempre assim... Todavia, "o tiro lhes saiu pela culatra", pois os psicólogos acharam impossível alguém ser um mistificador, um suicida em potencial, ou mesmo um esquizofrênico, tendo escrito Meditações. Lançaram um repto aos detratores: experimentem fazê-lo!

O que veio a lume das considerações de Donald Crowhurst guarda incríveis semelhanças com os textos de Robert Monroe. São experiências afins, vale a pena citá-las e proceder às comparações devidas. Donald Crowhurst se refere a um encontro seu, em pleno mar, com o Pai e o Filho, que jogavam juntos um jogo cósmico com a humanidade.

Pai e Filho eram seres que o navegador julgou perfeitos. E o tal jogo cósmico, em que consistia? Na transformação de macacos em deuses.
Crowhurst dá uma dica: os macacos não tinham nenhuma autorização de saber coisa alguma sobre os deuses, e nota, também, que o maior dos pecados que estes deuses cometiam era o da... dissimulação completa.

O navegador ia fornecer as regras gerais deste Jogo, mas os seus detratores escamotearam ignominiosamente as suas palavras. Como se adivinhasse o futuro reservado às suas Meditações, compostas por vinte e cinco mil palavras, Crowhurst ataca o sistema e convida a cada um de nós a não lutar ingloriamente contra ele. A tática, preconiza, é nos imiscuirmos nele, no sistema, e tentarmos mudá-lo, usando da nossa inteligência, de dentro para fora. Caso não consigamos este intento, aconselha-se o transporte da inteligência para um sistema mais satisfatório.

Outros aconselhamentos: não ao desespero, diante da nossa verdadeira realidade; não ao suicídio, talvez por ter descoberto também ser possuidor da certeza de que saberia jogar o jogo cósmico muito melhor do que o Pai e o Filho, do que a inteligência humana, da qual era o modelo, se aperfeiçoara e evoluíra, encontrando uma brecha no tal Jogo dos Seres Cósmicos, inteligência esta capaz de mudar as regras vigentes, todas elas fontes de sofrimento para a Raça Humana, em uma situação melhor para nós humanos.

Parece até ficção científica, mas os Diários de Bordo 1 e 2 de Crowhurst e as suas Meditações filosóficas, apesar de criminosamente agredidos e vilipendiados pelos sensores do sistema, foram aprovados como escritos por um homem sadio, no dizer de um grupo de psicólogos selecionados pelo próprio sistema (!), do qual ainda recebeu um repto atrevido: experimentem fazê-lo. Ninguém ousou!



Sherlock Holmes em ação...


Paralelos com os textos de Robert Monroe

Robert Monroe apresentou-nos a BB, um indivíduo oriundo da dimensão KT-95, onde se criam e se comercializam os Jogos mais inventivos e interessantes do Cosmos. Sherlock Holmes jamais perderia essa pista, meu caro Watson!

Robert Monroe também se referiu, nos seus textos, muitas vezes, ao Jogo Cósmico, aquele que conosco jogam do algures o Criador ou Criadores, manipulando nossas emoções, fontes inacreditáveis do Loosh, para o seu uso.

Sem o mérito dos citados, quero lembrar também qual foi a designação dada por uma menina de quatorze anos, minha filha, quando narrou a sua valiosa experiência. Ela referiu-se textualmente a um Jogo, ignorado (e dissimulado) por todos os seres humanos, porque, se conhecido, perderia a graça. Ou seja, poderíamos ganhar este jogo para o nosso próprio proveito: LIBERDADE!

Fonte: ESTADOS DE CONSCIÊNCIA ALTERADOS, Vera Filizzola , MAZA Edições, 1998
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Mais em:
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PELO FIM DAS TOURADAS

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From: simple ze
VOTEM "SIM" - PELO FIM DAS TOURADAS NA CATALUNHA

Amigos,Como sabem o Parlamento catalão irá discutir no proximo ano a proibição de touradas na Catalunha, neste momento o jornal La Vanguardia tem uma sondagem sobre o assunto, por votem:



¿Es partidario de prohibir las corridas de toros?


Pelos Animais


Maria Lopes




Simple Zé - São Paulo http://br.groups.yahoo.com/group/libertacaoanimal/

www.vegetarianismo.com.br

www.institutoninarosa.org.br

"Sou extremista porque quem é moderado na proclamação da verdade, proclama somente a metade da verdade e deixa a outra metade velada por medo do que o mundo dirá." (Gibran)


"Ser vegetariano é discordar: discordar do curso que as coisas tomaram hoje: fome, crueldade, desperdício, guerras - precisamos nos posicionar contra essas coisas. O VEGETARIANISMO É A MINHA FONTE DE ME POSICIONAR." - Issac Bashevis Singer


“Tudo o que vive quer viver.” São Francisco de Assis


"O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo. - Émile Zola

“Eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo.” - Thomas Jefferson

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23 de novembro de 2008

SONO SEM SONHOS E A FONTE IMANIFESTA - ECKHART TOLLE

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Um sono sem sonhos



Todas as noites, quando entramos na fase sem sonhos do sono profundo, fazemos uma viagem à região do Não Manifesto. É nesse momento que cada um de nós forma uma só unidade com a Fonte. É da Fonte que retiramos a energia vital que nos sustenta quando retornamos ao manifesto, o mundo das formas separadas. Essa energia é muito mais importante do que o alimento: "Nem só de pão vive o homem." Mas não se chega ao sono sem sonhos de um modo consciente. Embora o corpo ainda esteja funcionando, "nós" já não existimos mais nesse estado. Você consegue imaginar o que seria penetrar no sono sem sonhos completamente consciente? E impossível imaginar, porque nesse estado não há conteúdo.

O Não Manifesto não nos liberta, a menos que sejamos capazes de chegar a ele de modo consciente. Essa é a razão pela qual Jesus não disse que a verdade nos libertará e sim que 'conheceremos a verdade, e a verdade nos libertará". Não se trata de um simples conceito de verdade. É a verdade da vida eterna além da forma, que só se conhece de um modo direto. Mas não tente ficar consciente no sono sem sonhos. E altamente impro­vável que você consiga. Na melhor das hipóteses, você pode permanecer consciente durante a fase do sonho, mas não além dela. É o chamado sonho lúcido, que pode ser interessante e fascinante, mas que não é libertador.

Portanto, use seu corpo interior como um portal de entrada para o Não Manifesto e mantenha-o aberto, de modo que você esteja em conexão com a Fonte em todas as situações. Não faz diferença, até onde interessa ao corpo interior, se o seu corpo exterior é velho ou novo, frágil ou rijo. O corpo interior não tem um tempo. Se você ainda não é capaz de sentir o corpo interior, use um dos outros portais, embora, em última análise, todos sejam a mesma coisa.



- Eckhart Tolle: Portais para o Não Manifesto ("O Poder do Agora")

http://sonhoslucidus.blogspot.com/2008/11/o-sono-sem-sonhos-e-fonte-imanifesta.html
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22 de novembro de 2008

MERKABAH: EVENTO INTERDIMENSIONAL

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UMA EXPERIÊNCIA INTERDIMENCIONAL

Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas." Mateus 6:33


Para praticar intercâmbios interdimensionais com os Mestres Ascensionados ou Seres Cósmicos, a pessoa às vezes é transportada no que é chamado de Merkbah. Esses veículos de Luz Divina não têm nada que ver com os seres extraterrestres ou com suas espaçonaves. Os Merkabahs são campos geométricos de Luz Divina criados pelos Mestres Ascensionados e pelos Seres Cósmicos de alto nível para alinhar espiritualmente os corpos físico, emocional, mental e etérico de seres humanos de terceira e quarta dimensões com seus corpos de Luz cons­cientes de Cristo mais elevados. Os Merkabahs são campos de força que sustentam a perfeição do Amor e da Luz de Deus. Às vezes, eles são colocados sobre vórtices de poder, como estações permanentes para manter a Luz de Cristo, ou então são usados como veículos móveis para produzir ajustes vibracionais pessoais e planetários.

Os Merkabahs são modelos vivos, ou templos de Luz. Quando estamos dentro de seu campo de força, nossos corpos sutis são sensibili­zados. As freqüências imortais de nossas estruturas de Luz são estimuladas para nos lembrar de nossa participação no Plano Divino. Somos abençoados com a presença dos Merkabahs, porque com eles transpor­tamos o nosso corpo para uma nova dimensão.

No livro Keys of Enoch de J. J. Hurtak, o Merkabah é definido como um Veículo de Luz Divina usado pelos Mestres para sondar e localizar o crente nas várias dimensões da Mente Divina.

Os Seres Cósmicos não trabalham com pessoas que são apenas curiosas. Os Mestres Ascensionados geralmente contatam os Trabalhado­res da Luz para lembrá-los de que eles têm um acordo espiritual ante­rior ao nascimento para manifestar algum aspecto do Plano Divino. Antes de sermos convidados a entrar nesses Barcos de Luz, somos obser­vados para ver se conseguimos manter um certo grau de equilíbrio en­tre nossos corpos emocional, mental e físico. Por acaso, um dos maiores Merkabahs entrará na atmosfera da Terra para trabalhar com iniciados espirituais.

Em geral, é dificil para mim falar ou escrever sobre minhas experiências pessoais. Agora, contudo, estou sendo orientada a compartilhar com você o meu primeiro e mais importante intercâmbio com os Seres Cósmicos dentro de um campo de força de Merkabah. Nos anos 70, fui levada a bordo de um veículo parecido com uma jóia, feito todo de luzes, que, hoje sei, era um Merkabah. Acredito que fui levada a bordo principalmente para alinhar o meu Corpo de Luz de quinta dimensão com minha Presença EU SOU. O objetivo dessa experiência parecia ser harmonizar o meu eu em Cristo e a minha Presença com os chakras do meu corpo de energia sutil.

Tudo isso começou quando eu morava em Marin County, na Califórnia. Um amigo e eu decidimos dar um passeio ao alto do monte Tamalpais, próximo a Mill Valley, para meditar. Depois de algumas horas, resolvi me deitar num gramado perto do topo da montanha. Logo após me acomodar, senti a presença de diversos Seres de Luz, postados em círculo ao meu redor. Por via telepática, eles me pergunta­ram se eu queria ir em sua companhia. Eu nunca havia experimentado algo do gênero, mas, uma vez que sentia apenas amor e harmonia, respondi afirmativamente. Eles projetaram um poderoso campo de luz que, ao que parecia, devia me ajudar a me separar do meu corpo físico. Por um momento, fiquei um pouco assustada, ao sentir uma forte pres­são no meu corpo e uma sensação de estar me tornando cada vez mais densa e pesada. De repente, ouvi um som semelhante ao estalo de um elástico de borracha e percebi que não me encontrava mais em meu corpo nem na Terra.

Senti-me leve e livre. Eu me dei conta de que estava sendo transportada para outra dimensão. Informaram-me telepaticamente que eu fora levada além do cinturão de radiação de Van Allen, que parece marcar os limites dos campos gravitacionais da Terra.

Pensando nisso, agora sinto que deve ter sido importante para mim ser retirada da aura astral inferior do planeta. De repente, paramos de nos mover pelo espaço e eu fiquei consciente de mim num Corpo de Luz sutil. Eu me encontrava deitada de costas sobre uma mesa, embaixo de um cristal enorme que dava a impressão de estar suspenso no ar. Ele cobria o meu corpo da cabeça ao alto das pernas.

O ponto principal da faceta central do cristal parecia estar especialmente alinhado com o meu coração e a área do osso esterno do meu corpo sutil. O cristal podia ser sólido ou ter sido feito de uma matéria luminosa projetada holograficamente. Na verdade, eu não sei dizer ao certo, uma vez que não o toquei. Depois de eu ficar embaixo do cristal por alguns minutos, pediram-me que me levantasse.
Quando me levantei, eu vi com a minha visão interdimensional os seres mais bonitos, amorosos e radiantes que eu jamais poderia imagi­nar. Enquanto admirava suas formas opalescentes, fui, aos poucos, sen­do dominada pelo seu amor absoluto e afundei no chão, vertendo lágri­mas de alegria e êxtase. Isso foi, sem dúvida, o mais próximo a que cheguei de ver Deus.

O alinhamento com o cristal pareceu ajudar-me a manter minha visão interdimensional. Meus guias, contudo, me informaram que, se eu ficas­se muito excitada emocionalmente, perderia o contato visual. Pediram então que eu me levantasse e ficasse na frente deles enquanto alinha­vam e energizavam os meus chakras. Eu continuava sentindo seu amor inacreditável à medida que eles projetavam raios prismáticos de luz de diamante em cada um dos meus chakras, o que começou de uma ma­neira muito precisa, partindo da base de minha coluna vertebral. Agora compreendo que eles, na verdade, estavam me sintonizando com as freqüências superiores do meu próprio Corpo de Luz. Era impressionante!

Esses seres radiantes me mostraram como receber cura e informa­ções por intermédio dos raios de luz de diamante, que se projetava do centro de suas frontes em feixes prismáticos muito distintos. Esses raios de luz pareciam vir também de seus olhos. Era como se seus dois olhos estivessem ligados a um terceiro olho invisível em sua testa, criando um campo energético que parecia cristalino e prismático. Embora eu esti­vesse sendo curada só ao me relacionar com esses Seres, também rece­bia seus dons de cura onde quer que os feixes prismáticos fossem foca­lizados em meu corpo.

Na ocasião, pensei que estivesse presenciando uma demonstração visual de como acontece a comunicação telepática nas dimensões superiores e de como os Seres de Luz curam as pessoas que estão fora de alinhamento com seu Eu Superior. Agora, depois de todos esses anos, estou começando a entender que esses seres estavam de fato me mos­trando como curar e me comunicar telepaticamente de forma mais cons­ciente na terceira dimensão!

Fui informada de que era assim que os essênios curavam, na época de Jesus, e de que todos nós podemos utilizar dessa maneira o poderoso recurso da Visão Absoluta ou do terceiro olho. Disseram-me, além disso, que podemos promover essa cura em outra pessoa visualizando e projetando a perfeição na área desejada. Uma vez que o corpo astral ou etérico está mais intimamente alinhado com a nossa anatomia sutil e com nossos chakras, em geral é assim que o trabalho deve ser realizado. Os Corpos de Luz superiores já estão na Ordem Divina.

A bordo do Merkabah, foram feitas profundas ligações em diversos níveis de intercâmbio. Não tive certeza se colocaram alguma coisa dentro do meu corpo astral. No entanto, é bem possível que tenham ativado ou liberado algumas codificações geométricas que já se encontravam dentro do meu corpo sutil. Essas codificações contêm matrizes do idio­ma geométrico estabelecidas para ser liberadas em certos momentos e ajudar-nos a fazer nossa mudança de dimensão.



Eu gostaria de enfatizara vocês que o nível de transmissão de amor por parte desses Seres Cósmicos achava-se além de tudo o que eu co­nhecia. Cada partícula de seus Corpos de Luz emanava apenas o mais puro amor. Suas formas eram feitas de uma substância de Luz opalescente permeada com a mais leve tonalidade pastel. O interior de seus corpos parecia uma Luz viva que girava sem parar. Eles não tinham órgãos, cabelos, nem usavam um tipo de roupa específica, mas davam a impres­são de usar uma espécie de traje sem costura feito de uma substância de Luz iridescente.

Agora entendo que esses Seres me mostraram que o corpo altamen­te sensível da Presença EU SOU é, de fato, opalescente, ou tem a fre‑
qüência da opala. Quando o corpo astral ou etérico é purificado, pode refletir a Luz perfeita da Presença EU SOU. E essa foi apenas uma parte dos ensinamentos que eu recebi enquanto estive a bordo do Merkabah. Durante essa experiência, recebi todo um conjunto de informações. Elas serão reveladas quando necessário.

Várias semanas depois, esses mesmos Seres radiantes apareceram e me pediram que me olhasse no espelho. Nesse momento glorioso, notei que eu também tinha o mesmo tipo de corpo interdimensional. Acredi­to que meus guardiães espirituais estavam permitindo que eu visse a forma radiante da núnha, própria Presença EU SOU na sua característi­ca interdimensional. Nós, de fato, atuamos simultaneamente em muitas realidades e em diferentes dimensões!

Do livro: INICIAÇÃO DO CORAÇÃO, de Julianne Everett



Sobre MERKABAH:

http://dahnuia.blogs.sapo.pt/tag/geometria+sagrada
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20 de novembro de 2008

COMPROMISSO COM O EU

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Paul Ferrini no livro

ASSUMINDO UM COMPROMISSO COM O EU


A maioria de vocês sabe o que quer, mas não espera por isso. Vocês estão constantemente adaptando as suas necessidades e os seus valores para que se ajustem as situações que surgem na sua vida. Você suporta o seu emprego ou um relacionamento não porque ele ofereça o que você quer, mas porque tem medo de que não apareça nada melhor. Você vive a vida com medo de assumir riscos, pois não quer desistir da segurança que tem.

Eu tenho que lhe dar uma noticia. Essa segurança é o anúncio da sua morte. Ela impede você de buscar sinceramente pelo que quer.

Se está pronto para deixar para trás padrões negativos, masoquistas, para agradar as pessoas, você precisa se dispor a defender as suas convicções acerca de quem você é, sem se importar com o modo como reagirão a isso. Você tem de mergulhar fundo no seu mundo interior e afirmar aquilo que só você sabe que é.

Coloque as idéias e opiniões dos outros de lado e defenda a sua própria integridade. Assuma plenamente os seus pensamentos e sentimentos. Apro­prie-se da sua vida. Ligue-se com a sua alegria. Encontre a fonte de energia e sabedoria dentro de você e viva a partir desse centro.
A menos que se dê tempo para fazer isso, você não se ligará com a sua própria energia de desejo. Não conseguia tomar as rédeas da sua vida se estiver sempre se desculpando ou buscando a aprovação dos outros.

Pare para respirar e se conectar. Pare para ser, para encontrar a sua alegria e para sair em busca dela. Pare de olhar para fora. Reserve um dia, uma semana, um mês para olhar para dentro de si mesmo.

Assuma um compromisso consigo mesmo. De que outro modo você pode encontrar a si mesmo?

Você requer a sua atenção!


Os seus pensamentos e sentimentos precisam da sua aprovação.

Por um momento, pare de procurar satisfação fora de si mesmo. Faça o que o deixa feliz. Não questione nem se desculpe por fazer isso.

Cuide de si mesmo com gentileza e generosidade.

Coma o que tem vontade de comer.

Durma quanto quiser. Energize-se em todos os níveis do seu ser.

Não abra mão de nada. Comprometa-se consigo mesmo.

Faca isso durante uma hora por dia, todo dia, sem falhar um dia. Ou faca isso um dia por semana, toda semana, sem falhar um dia. Reserve esse tempo para você, como se fosse um presente.
E assim que você começa a se conhecer melhor. E assim que desenvolve um compromisso consigo mesmo.

Sem esse compromisso, você não realizará nada de valor nesta vida. Se nunca assumir um compromisso consigo mesmo, como fará isso com outra pessoa?

Não dá!

Existem milhões de pessoas que acham que tem um compromisso com outra pessoa, no entanto, muito poucas tem um compromisso consigo mesmas. A maioria delas usa esse “compromisso” com outra pessoa para evitar o compromisso consigo mesmo.

Esse compromisso consigo mesmo lhe parece egoísta?

Se parece, você tem de aprender que aquilo que enobrece e dignifica você não pode causar mal a ninguém nem tirar das outras pessoas algo que lhes pertence. Se as outras pessoas se sentem incomodadas com esse com­promisso que você assumiu consigo mesmo, você pode considerar isso um sinal de que elas estão sendo desleais com elas mesmas. Como elas pode­riam fortalecer você? As opiniões e interesses delas sempre levarão você para longe de si mesmo.

Não seja tolo a ponto de dar o seu tempo ou a sua atenção a elas. As pessoas que traem a si mesmas querem manipular as outras porque acham que estas têm algo a lhes oferecer que elas não podem conseguir por si mesmas. Evidentemente, isso não é verdade.

Os outros só podem lhe dar o que podem dar a si mesmos, pois eles são simplesmente o reflexo disso. Tudo o que você recebe dos outros é algo que já tem dentro de si; caso contrário, você não conseguiria atrair esse reflexo para você.

A idéia de que os outros podem dar algo para o eu ou tirar algo dele é uma ilusão. Ninguém pode lhe dar o que você não tem ou tirar o que você já tem. Só o que é ilusório pode ser dado ou tirado. Só o julgamento, a interpretação, a opinião e a aprovação podem ser dados e tirados. Se você aceitar esses presentes enganadores para aumentar a sua autoconfiança, pre­pare-se para quando eles lhe faltarem.

Aceitar um presente enganador de outra pessoa é iludir a si mesmo. Não dê valor ao que não tem. Se você construir a sua casa sobre areia move­diça, não se surpreenda se ela vier abaixo na primeira tempestade.
Você só tem duas chances na vida. Você pode ser leal ao seu eu ou pode traí-lo. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade ou pela falta dela.

Quando você é desleal consigo mesmo, também é desleal com os ou­tros, pois toda deslealdade consigo mesmo é insincera e desonesta. Quando não pede o que quer, você dá margem para que o outro se decepcione. Mais cedo ou mais tarde, você terá de admitir a verdade: você não quer de fato aquilo que pediu!

Todo abuso resulta da mentira inicial que contamos a nós mesmos. Essa mentira é: eu digo que quero você, quando, na verdade, eu quero a mim mesmo. Se aceita essa mentira, você vai tentar em vão me dar eu mesmo, mas isso nunca vai funcionar. Você só pode me dar eu mesmo se eu estiver disposto a fazer o mesmo por mim. Se eu estou usando o relacionamento que eu tenho com você para fugir de mim mesmo, então não ha absolutamente nenhum jeito de você me dar o que eu quero.

Nesses casos, só será uma questão de tempo ate que o meu desejo ilusório por você siga o seu curso e fique claro para mim que você não pode me dar o que eu quero. Se eu tenho muito medo de encontrar a mim mesmo, eu continuarei buscando o eu por meio dos outros, deixando um rastro de falsas promessas e lágrimas desnecessárias. Não que eu esteja abusando conscientemente de você. Acontece simplesmente que a minha decisão de não me respeitar leva a um beco sem saída. Eu busco o eu por meio do outro e não é possível encontrá-lo ali. Se você se junta a mim nessa jornada, pode ter certeza de que você está buscando o eu por meio do outro. E você só obterá o mesmo que eu. O que prometemos um ao outro nenhum de nos dois pode dar. O nosso relacionamento é uma armadilha para nós dois. Nós nos espelhamos um no outro.

O ciclo de abusos continua até que você acorde. Acordar significa não projetar a culpa na outra pessoa. Significa se recusar a ser uma vitima. Sig­nifica ver a deslealdade consigo mesmo pelo que ela é.

Quando você tira a culpa do outro e reconhece que está se iludindo, você dá o primeiro passo para romper o padrão de abusos. Esse passo con­siste apenas em ver que essa tentativa de encontrar o ser amado no outro inútil. Quanto mais você procura o amor Ia fora, mais impetuosamente será levado a se confrontar consigo mesmo.

Eu já disse antes que até que encontre o bem-amado dentro de si mes­mo, você não poderá encontrá-lo lá fora. Os outros só podem lhe dar o que você se dispõe a dar a si mesmo. E o que você não está disposto a dar — que evidentemente é o que você quer — ninguém mais pode Ihe dar.

Isso significa que todo relacionamento é uma deslealdade consigo mes­mo e, portanto está fadado ao fracasso? Nem todos talvez, mas muitos mais do que você pensa!

A maioria dos relacionamentos é uma conspiração para que ambos os parceiros se traiam e evitem assumir um compromisso consigo mesmo.

Uma pessoa usa a outra como um substituto para a entrega verdadeira a presença do amor interior.

O único jeito de evitar os relacionamentos co-dependentes, decepcio­nantes para ambos, é fazer amizade com o eu, respeitá-lo, amá-lo e aceitá­-lo. Então é possível construir um relacionamento sobre a verdade da coe­rência consigo mesmo. Esse é o novo paradigma dos relacionamentos.

No novo paradigma, o meu compromisso de amar você é sempre uma extensão do meu compromisso de amar a mim mesmo. Pelo fato de amar você, o meu compromisso com o eu se expande para incluir você. Eu estou, portanto, compromissado com nós dois ao mesmo tempo.
Nos relacionamentos que pertencem ao antigo paradigma, o compro­misso com o eu é corrompido pelo compromisso com o outro. Na tentativa de agradar a outra pessoa, o eu é abandonado. Uma vez que o eu abandona­do é incapaz de amar, esse é um circulo vicioso de atração e rejeição. Pri­meiro o eu é excluído e depois o outro é excluído.

Todo relacionamento verdadeiro tem de ser construído sobre o alicerce da aceitação de si mesmo e do amor-próprio. Esse é o gesto espiritual bási­co, que abre a porta para o potencial da intimidade.

Quando sabe o que quer, você pode pedir por isso. Quando alguém diz, “Desculpe, não posso lhe oferecer isso”, você diz, “Sem problemas. Isso virá no tempo certo”. Você continua focado no que quer, não importa o que a outra pessoa lhe ofereça. Você rejeita todas as condições com as quais o amor e a atenção lhe são oferecidos. Você se mantém firme na verdade do seu coração, não aceitando menos do que prometeu a si mesmo.

No devido tempo, isso vem, pois você se manteve fiel a si mesmo, aprendeu a dar amor a si mesmo. Como você respondeu ao chamado do seu coração, o Bem Amado apareceu na sua porta da frente, sem nem se­quer ser anunciado. Essa não é uma formula mágica, mas o fruto de uma prática espiritual compromissada.
Esse mundo que você conhece foi engendrado pela deslealdade consigo mesmo. E um mundo triste, derrotado, destituído de espírito. Aqueles que tentam redimi-lo concentram-se na deslealdade das outras pessoas, legislando o vitimismo e fazendo do ataque um crime. Eles não sabem que o único ataque é o ataque contra si mesmo. E, se você castigar alguém por atacar a si mesmo, isso só serve para perpetuar o padrão de abuso.

Em vez de se investigar a ferida e descobrir-ilhe as causas dentro da psique, a responsabilidade por causá-la é projetada em outra pessoa. Cria­-se um bode expiatório. Outro cordeiro é enviado para sacrifício porque o ser humano não tem a força e a coragem de olhar para o seu mundo interior.

Enquanto continuar responsabilizando o objeto pelo comportamento do sujeito, você estará agindo de acordo com a filosofia do “olho por olho, dente por dente”. Isso não trará paz nem a você nem a ninguém.

Você realmente acredita que alguém possa ser vitima ou fazer alguém de vitima sem trair a si mesmo? E impossível. Todo abuso é um abuso contra si mesmo, não importa se você é quem aparentemente sofre o abuso ou quem o comete.

Por que, eu lhe pergunto, você tem mais compaixão pela vitima do que pelo algoz? Não será porque você não vê o algoz como uma vitima também? Ou porque você não vê a vitima como um algoz também?

A redenção não é possível enquanto você encarar tanto a vitima quanto o algoz como o objeto, como o outro. Ambos são sujeitos. Ambos são o eu.

Ambos consistem no eu buscando a si mesmo por meio do outro. Ambos estão enganando a si mesmos.

Tanto a vitima quanto o algoz clamaram um pelo outro. E, quando eles atenderam a esse clamor, fizeram isso com convicção. Sejam gratos, pois vocês representaram um para o outro um chamado do despertar, vocês mos­traram um para o outro a deslealdade com relação a si mesmos. Só é preciso reconhecer isso.

Se queremos uma sociedade cheia de compaixão, temos de ajudar as pessoas a reconhecer e a assumir a responsabilidade. Temos de fazer isso.

Ferrini no livro
O Silêncio do Coração: A Aceitação Do Eu, Ed. Pensamento.
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17 de novembro de 2008

LOUISE HAY E O PODER MÁGICO DO AMOR

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"O Amor é tudo o que preciso para solucionar o meu mundo"
Trad. de Claudia Giovani/08



Cada dia fica mais fácil olhar-me nos olhos diante do espelho e dizer "Eu te amo do jeito que você é". Minha vida melhora sem que eu tenha de resolvê-la. Eu costumava ser uma pessoa que tentava solucionar tudo. Tentava resolver meus relacionamentos. Tentava resolver minha conta bancária. Tentava resolver os assuntos com meu chefe, minha saúde e minha criatividade.


Então, um dia, descobri a mágica. Se eu realmente pudesse me amar - amar cada parte de mim sem excluir nenhuma - aconteciam milagres incríveis em minha vida. Meus problemas pareciam se dissolver e não havia nada para resolver! Portanto, mudei o foco da minha atenção de tentar resolver os problemas para amar-me e confiar que o Universo me traz tudo que preciso e desejo.

Amar a mim mesma é a minha varinha mágica! E assim é!





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16 de novembro de 2008

BLAVATSKY: A DESTRUIDORA DE MITOS

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A destruidora de mitos

Texto de Murilo Nunes de Azevedo


Nascida na Rússia na noite das feiticeiras, Blavatsky sempre foi acompanhada de perto pelo sobrenatural. Dotada de incríveis poderes sensoriais, fundou a Sociedade Teosófica, enfrentou os preconceitos e a ignorãncia, foi perseguida. A sabedoria oriental deve a ela a sua redescoberta e reavaliação. Blavatskyinfluenciou Gandhi e Nehru, previu a bomba atõmica, mostrou o poderoculto do som e forneceu os dados para a descoberta da biblioteca secreta de Tun Huang. A sua obra monumental, A Doutrina Secreta, será lançada este mês, em português, no Brasil.

Por Murillo Nunes Azevedo

Qual é o bem de se aconselhar um tolo? Este é um velho dito russo que Blavatsky gostava de citar. Poderá alguém se tornar mais sábio graças a conselhos? Um tolo é o que é. Uma massa de condiciona­mentos, de preconceitos, de idéias feitas a respeito das coisas. Respira, pensa, transpira, age, em função desse fundo que realmente é o seu senhor. A tolice é uma realidade. Vamos encontrá-la entronizada sob os mais diversos mantos da respeitabilidade. E nada é pior do que os pretensos sábios, falando de suas cátedras, invocando um poder que não possuem. A humanidade, como um todo, é tola. Um rebanho que vai sendo tocado pelos mais diversos pastores. Há entretanto os que se rebelam contra esse estado de coisas e agem como uma força natural para despertar os tolos. E pagam, sempre, por isso. Helena Petrovna Blavatsky é uma das mais extraordinárias personagens da nossa época. Mas que não é reconhecida, nem citada, pois quem faz a História são os pretensos sábios contra os quais ela tanto se bateu. A sua atuação no século 19 foi a de uma verdadeira guerrilheira do espírito. Do maquis, do anarquista que enviava bom­bas dentro de um buquê de rosas. Uma dessas, e que faz efeitos até agora, é o livro A Doutrina Secreta. É algo diferente. Profundamente excitante.



Uma vida fora de série

Nascida, segundo a velha tradição russa, na noite das feiticeiras, na noite de 12 de agosto, na cidade de Ekatiroslav, no ano de 1831, teve a acompanhá-la, desde o nascimento, a presença do sobrenatural. O seu batizado, realizado com a pompa tra­dicional da Igreja ortodoxa, resultou em graves queimaduras para o Pope celebrante. Começaram, então, a falar dela. Uma série de circunstâncias levou a isso. Entrou no mundo quando grassava uma terrível epi­demia de cólera. A sua hipersensibilidade e o temperamento estranho atraíam sobre si a curiosidade popular. Como criança, adorava ficar só nos escuros subterrâneos do palácio de seu avô. Lá, iam encontrá-la muitas vezes, encondida numa masmorra, perdida em seus pensamentos. Irrequieta, sonhadora, adorava cavalgar, em pêlo, em fogosos cavalos pelas estepes.

Recebeu uma educação tradicional. Sabia tocar piano com mestria, a ponto de, anos depois, em Lon­dres, ter realizado vários concertos. Che­gando ao Egito, depois de ter abandonado o seu velho marido, o general Niceford Blavatsky, com quem viveu três meses virtual­mente prisioneira, a sua vida é um torveli­nho. Devemos lembrar que, na época, os transportes eram demorados e precários. A falta de informações um fato. Acompanhar os itinerários das viagens de Blavatsky é uma aventura que poucos poderão executar na nossa época.

Vamos encontrá-la nas mais recônditas re­giões. No Líbano, recebendo instruções dos druzos. Na índia, nas montanhas da fron­teira norte, tentando penetrar no Tibete. Nos Estados Unidos e Canadá, convivendo com os peles vermelhas, aprendendo as suas artes, ou com os feiticeiros vodus de Nova Orleans. Podemos deparar com ela sacole­jando nas caravanas, cruzando o continente americano em busca do Pacífico. Na Amé­rica Central e do Sul. Ou viajando de navio para o Japão em 1856. Ali entrou em con­tato com a mais esotérica das seitas: os iamabuchis, que moram nas montanhas próximas a Quioto. Em 1857 está no Kashi­mir, Ladak na fronteira do Tibete, na Birmânia e Java. Retorna à Europa. Viaja para o Cáucaso. Volta à Itália. Passa pelos Balcãs.

Em 1867 é ferida na batalha de Mentana, no dia 2 de novembro, lutando ao lado de Garibaldi. Recupera-se em Florença. De 1868 a 1870 permanece no Tibete, num mosteiro da região de Chigtze, em compa­nhia de seu mestre. Afunda numa explosão do navio Eumonia, no Mediterrâneo, entre as ilhas de Doxos e Hidra. Recebe assistên­cia do governo grego que a remete, a pedido, para Alexandria. Depois é uma sucessão de locais: Cairo, Síria, Palestina, Rússia, Ro­mênia, 1874, nos Estados Unidos em Ver­mont. Funda, em Nova York, a Sociedade Teosófica, em 1875. Escreve sem parar. Nasce Isis Sem Véu, em 1876. Em 1878 naturaliza-se norte-americana. Parte para a índia em companhia do seu grande colabo­rador coronel Henry Steel Olcott. Bom­baim — 1879, cruza a índia. Ceilão —1880, onde se torna budista. De 1881 a 1885 vive na índia uma vida de superati­vidade em todos os campos. Em 1888, já muito doente, escreve como uma desespe­rada A Doutrina Secreta. Era a sua obra-prima. Uma síntese do pensamento humano. Uma teoria unificada do espírito humano. Como conseqüência, sofre todos os ataques. É considerada uma charlatã, uma vigarista. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas, de Londres, envia um médico, o dr. Hogson, para a índia, a fim de pesquisar os estra­nhos acontecimentos que ali se passavam. As conclusões apressadas e tendenciosas denunciam Blavatsky de forjar as cartas dos seus mestres, de utilizar gabinetes falsos para as suas materializações etc. O casal Coulomb, que se prestou a isso, tinha sido auxiliado por Blavatsky quando se encon­trava passando necessidades no Cairo. Inve­josos com a notoriedade de H. P. B. e instigados pelas missões religiosas e pelo Governo inglês, que via com maus olhos a crescente valorização da teosofia na Índia, armaram todo o esquema.


O fato é revelado com detalhes, entre outros, anos depois, pelo livro de Jacques Lantier, publicado em 1970, intitulado La Theoso­phie ou 1'Invasion de Ia Spiritualité Orien­tale. Helena Petrovna Blavatsky, verdadeira mártir do século 19, falece no dia 8 de maio de 1891, na cidade de Londres. As semen­tes da renovação do século 20 estavam lan­çadas.


O mundo em que viveu

O final do século 19, onde transcorre a vida de Blavatsky, caracteriza-se pelo apareci­mento da ciência moderna. O materialismo era evidente nos mais diversos campos. Foi o período áureo da Inglaterra, da rainha Vitória, das missões religiosas cristãs para converter os infiéis. Do nascimento das es­tradas de ferro, e grandes fábricas inglesas, começando a poluir a paisagem. Do trabalho escravo das mulheres e crianças. Da ilumi­nação a gás. Do cancã e da valsa. Os espar­tilhos, os grandes decotes, as sobrecasacas e as barbas fartas. A moral era a vitoriana. Escolhiam-se as palavras para que não hou­vesse o perigo de falsas identificações com o corpo humano. Foi a grande era da de­pravação. Dos grandes interesses comerciais.

O deus todo-poderoso era o dinheiro. Em seu nome procurava-se modificar os hábitos e tradições dos povos submetidos ao colo­nialismo. Tudo aquilo que era a favor da manutenção de um estado de dependência, de conformismo, era apoiado. Tudo que podia fazer despertar a consciência dos va­lores culturais próprios dos países domina­dos, era perseguido.

Convém lembrar — para ficar bem carac­terizado o clima em que Blavatsky viveu —que as guerras do ópio, nas quais a Ingla­terra tentava manter a sua supremacia na China, graças ao enfraquecimento da moral de um povo, tinham ocorrido há pouco tempo. É esse um dos inúmeros episódios trágicos que caracterizam a negra história dos chamados povos civilizados. K. M. Panikar na obra clássica A Dominação Oci­dental na Ásia descreve toda a brutalidade da perseguição aos "heréticos" na Índia. Muito antes da Inquisição (1560), já os tribunais eclesiásticos condenavam os heré­ticos para roubá-los de suas propriedades. A ponto de Camões se revoltar, dizendo: "Vós que o título de mensageiros de Deus usurpais acreditais deste modo imitar São Tomás?"

Uma prova da total iniqüidade e, ao mesmo tempo, do pouco valor das tradições oci­dentais em povos que possuíam a essência da sabedoria em suas veias, está no fracasso total da evangelização em massa feita nos últimos quatrocentos anos. Blavatsky de­nuncia esse fato em vários trechos da sua obra. É a grande revolta contra a supressão do sublime direito de cada um ser ele mes­mo. Ela se opunha, "com a forma mais forte possível, a tudo que se aproximasse da fé dogmática e do fanatismo". Logicamente teve contra si a resistência dos doutores da ciência. Em qualquer dos ramos da ciência exata, foi levada a sério.

Escarnecer e rejeitar a priori — tal era a atitude que prevaleceu no século 19. H. P. B. dizia: "Somente neste, porque no século 20, os eruditos principiarão a reconhecer que a Doutrina Secreta não foi nem inven­tada nem exagerada, mas, pelo contrário, simplesmente delineada; e, por fim, que os seus ensinamentos são anteriores aos Vedas. Não vai nisso pretendermos o dom da pro­fecia: é uma simples e despresumida afir­mação, baseada no conhecimento de fatos. De cem em cem anos surge uma tentativa de mostrar ao mundo que o ocultismo não é uma vã superstição. Uma vez que se possa, de algum modo, entreabrir a porta, ela ir ­se-á abrindo cada vez mais em séculos su­cessivos".

Graças ao estudo aprofundado dos textos das mais diferentes épocas e tradições, po­demos encontrar aquilo que nos une por trás da aparência das formas. Aquela filoso­fia perene de que nos falava Leibnitz que, uma vez revelada, joga uma luz mais plena nas nossas religiões, dando-lhes uma perspectiva cósmica. Um ponto de encontro que, em vez de isolá-las, as fortalece.


O despertar da Ásia

Um dos primeiros mitos atacados, com todo vigor, por Blavatsky, um dos seus grandes crimes, foi a valorização da cultura tradicio­nal dos povos asiáticos. A sabedoria eterna, Santana Dharma, a teosofia que ela expunha era encontrada em todas as épocas. A Índia com sua vastíssima tradição antiga era, sem dúvida, um dos mais ricos reposi­tórios dessa tradição. Aquilo que os missionários classificavam como superstição eram tesouros da raça humana, ciosamente prote­gidos por uma falange de homens que arris­cavam as vidas para que a chama da verdade não fosse perdida no mundo. Na Doutrina Secreta, que é a sua obra máxima, verdadeira Bíblia do espírito humano, grande ênfase é dada a essa tradição antiga da Ín­dia. A ignorância e má fé tudo fizeram para riscar da memória dos homens essa doutri­na. Blavatsky revela:

"Por sobre-humanos que fossem os esforços dos primeiros padres da Igreja para riscar a doutrina secreta da memória dos homens, todos eles se frustraram. A verdade jamais pode ser destruída. E, por isso, não surtiu efeito a tentativa de eliminar inteiramente da face da Terra todo o vestígio da antiga sabedoria ... É verdade que o obsidiante espírito de fanatismo dos cristãos dos pri­meiros séculos e da Idade Média, como tam­bém ocorreu depois com os sectários do islamismo, preferiu viver no obscurantismo e na ignorância". Foram inúmeras as ten­tativas para destruir essa tradição. Os incên­dios de bibliotecas, as mortes, os concílios, as guerras santas.

Graças à Doutrina Secreta e ao trabalho de H. P. B. é que foi redespertada a chama do valor extraordinário da sabedoria do Orien­te. Uma prova disso é a sua influência em Gandhi. Em sua Autobiografia ele nos con­ta: "No final do meu segundo ano na In­glaterra encontrei dois teosofistas, eram irmãos e solteiros ... Os irmãos recomen­daram-me a leitura da Luz da Ásia de Sir Ediwin Arnold e do Bhagavad Gita ... Certa ocasião, levaram-me à loja Blavatsky e me apresentaram a Madame Blavatsky e a sra. Besant. . . . Relembro-me de ter lido, aconselhado pelos irmãos, o livro de Bla­vatsky a Chave da Teosofia. Esse livro es­timulou-me a ler livros a respeito do hinduísmo e eliminou a noção, estimulada pelos missionários, de que o hinduísmo era pura superstição. . . "

Não só Gandhi sofreu a influência direta de Blavatsky, mas também o próprio Nehru, o verdadeiro arquiteto dos primeiros dias da Índia, revela nas suas memórias a poderosa influência que recebeu da teosofia.


Os poderes ocultos

Blavatsky anotava em Doutrina Secreta: "É possível que as mentes da atual geração não estejam maduras para a recepção de ver­dades ocultas ... Chegou a hora de verifi­carmos se as paredes da moderna Jericó são tão inexpugnáveis que nenhum ocultista tocador de trompa possa fazê-las ruir".

O ocultista não admite que nada, desde o grão de pó mais minúsculo até uma super­galáxia, seja inorgânico, sem vida. O átomo é a própria vida. Toda essa hierarquia de poderes — que vai desde o contido no todo até o mais relativo — está dirigida por cons­ciências. Essas consciências são para o ho­mem de ciência apenas leis. Há entretanto entre elas uma coordenação. A ciência oculta estabelece que da vida una, primor­dial, informe e incriada, procede o universo. Primeiro do caos primordial, profundo, frio, homogêneo, nasce a luz, o fogo. Dele, tudo procede em escalas decrescentes de mate­rialização. Seguem-se, nessa descida do sutil ao denso, os estágios do ar, água, terra. Evidentemente, o éter, fogo, ar, água e terra não são os elementos a que normalmente nos referimos quando usamos essas palavras. Sakti é o poder latente no uno sem segundo. Contido no coração do um, Sakti é o desejo que leva à limitação, à multiplicação. É o poder feminino por excelência. Um aforismo cabalista diz: "uma pedra torna-se uma planta, um animal, um homem e um espí­rito. O espírito torna-se Deus". É o ciclo fechado que procede da centelha primordial, do filho pródigo que busca a casa do pai por caminhos distintos, sem ter, entretanto, nunca se afastado dela. Como dizia Hermes Trimegistos no Egito: "Nada na terra é real. Há somente aparências.


O homem é transitório e, portanto, não é real, pois é sujeito à vida e à morte. Só a realidade primordial o é. Aquilo que não tem cor nem forma, que não muda. A maté­ria é, portanto, uma sombra do espírito. Apesar de tudo, há o relativo, o contingen­te, o ilusório. O imutável se transforma no transitório pela força do poder (Sakti). Essa força fundamental, que é a causa da manifestação, se apresenta sob sete aspec­tos: 1) Parasakti — o poder supremo. 2) O Jnana Sakti — o poder do intelecto, a sabedoria real. 3) Itchasakti — o poder da vontade. 4) Kriyasakti — o poder do pen­samento. 5) Kundalinisakti — o princípio .da vida universal, que inclui em si a atração e a repulsão. 6) Mantrika Sakti — o poder do som, da música, da palavra. Há um sé­timo aspecto, a Sakti suprema, que engloba todos os seis.

Vemos que do um nasce o dois. Para que o um se divida é necessária a presença no seu seio de um desejo, de uma força, de Sakti como causa dessa divisão. Temos aí a presença do três, constituída pelos dois aspectos (positivo-negativo, macho-fêmea) e a relação existente entre eles, constituindo o 3.° termo. Os três, combinados dois a dois, produzem o seis, (os triângulos entrelaçados simbolizando o espírito impregnado na matéria). O círculo — a esfera. A pes­quisa desses Saktis leva o homem a dimen­sões maiores do poder. Esses poderes estão em nós como em todas as coisas. Podem ser revelados, intensificados, graças a práti­cas determinadas. A ioga, a velha ciência da auto-realização, é um dos inúmeros ca­minhos que a ciência antiga, revelada por H. P. B., oferece aos homens.

Em seu sentido exato a ioga é profunda­mente associada à alquimia. Ela é a arte alquímica, por excelência, que permite pre­parar o vaso (o corpo), onde será feita a transmutação da matéria bruta (o chumbo) em ouro. Nesse vaso nascerá Kumara, a criança eterna, que nunca envelhece. Esses poderes são analisados, com detalhes, ao longo da Doutrina Secreta. Aqui e ali encontramos chaves, relances, que nos darão uma compreensão maior da vida e seus mis­térios. São abismos abertos diante do pes­quisador sério, daquele que sabe ler além das palavras e ver a essência do real.

O cuidado da autora em deixar as coisas aparentemente fora do lugar é afastar do acesso à fonte do poder os que, não estan­do preparados, pudessem dela fazer mau uso. É essa a razão por que os textos antigos, que tratam desse assunto, vêm revestidos pelo manto espesso do simbolismo, defor­mando a sua compreensão superficial.


Uma força acima da nuclear

Vivemos a noite das apreensões diante do poder atômico desencadeado e colocado nas mãos de homens inescrupulosos. A morte coletiva do planeta é hoje uma realidade. Um simples apertar de botões, e teremos deflagrada a noite final. A utilização da energia nuclear é encontrada em inúmeros trechos da Doutrina Secreta. Talvez seja por isso que o grande físico nuclear, e grande perseguido pela caça às bruxas do macar­tismo, Philip Openheimer, lia sânscrito, ti­nha na Doutrina Secreta um dos seus livros de pesquisa.

Falando de energias, ainda ocultas, ela estava prevendo a energia nuclear. Blavatsky muito antes de Einstein afirmava que a matéria e energia eram, apenas, aspectos de uma realidade mais profunda. Afirmava:

"Diremos que a força é 'matéria que se move' ou 'matéria em movimento' e que é uma manifestação de energia; ou que maté­ria e força são aspectos fenomenais, dife­renciados da substância única, indiferencia­da, cósmica?".

Afirmava que o som tinha um tremendo poder oculto. Possuindo mais energia do que um milhão de Niagaras. Essa tremenda energia sobrepassa tudo que se conhece. Segundo instruções citadas por H. P. B. e encontradas num texto chamado Ashtar Vidya, essa força, partindo de um veículo aéreo, reduziu a cinzas 100 mil homens e elefantes. No Visfui Purana e no Ramayana, entre outras obras, há um relato que nos fala do Rishi Kapila, cujo olhar pulverizou uma montanha onde estava o rei Sagara e 60 mil súditos. Essa arma é chamada de kapilaksha (o olho de kapila).

Evidentemente se trata de algo semelhante à bomba atômica. Encontram-se também referências ao vril, a força interetérica que foi pressentida pelo professor Kelly. O fan­tástico e o maravilhoso estão constantemente presentes na obra que deve ser lida de espí­rito aberto.


As noites e dias do universo

A cosmogênese revelada pela Doutrina Se­creta é extremamente absorvente. O cosmo e todos os bilhões de corpos nele contidos, adquirem a característica de um organismo vivo. Pulsa, respira, nasce, cresce, envelhe­ce como tudo mais. Os chamados dias e noites de Brahma da antiga tradição hindu, que nos chegam nas páginas dos Puranas, muito antes de qualquer aproximação científica dos acontecimentos, nos dão uma imagem extraordinariamente moderna do universo. As idades, a sucessão de nasci­mentos e mortes, são apresentadas com os detalhes de um tratamento matemático. E os números, que antes pareciam profunda­mente irreais, adquirem sob a luz forte da ciência atual uma veracidade incontestável. Foi por essa porta que entrei no mundo en­cantado do pensamento oriental. Foi ela que me abriu a visão de uma das mais ex­traordinárias aventuras com que pode sonhar o espírito humano. Segundo a mitologia da Índia, existem vários ciclos mundiais. Cada um deles é subdividido em quatro yugas que são as tradicionais idades da mitologia greco-romana. Temos: krita (ouro), treta (prata), dvapara (bronze) e kali (ferro).

As durações são:
432.000 x 4 — 1.728.000 — krita
432.000 x 3 — 1.296.000 — treta
432.000 x 2— 864.000—dvapara
432.000 x 1 — 432.000 — kali

4.320.000 anos (grande Yuga)


Mil yugas ou 4.320.000.000 de anos corres­pondem a um dia de Brahma. É a teoria do universo em expansão, em pleno vigor, mui­to antes da astronomia moderna e seus aparelhos sensíveis. Esse número é aceito pela ciência como sendo o da Idade do Sol. Segundo essa mesma tradição, segue-se a cada dia cósmico, de expansão, uma retra­ção, uma noite com a mesma duração. Nesse caso, as 24 horas cósmicas seriam 8.640.000.000 de anos. Considerando que o corpo do universo é o do deus Brahma e considerando que a sua vida é de 100 anos cósmicos, teremos para a duração do uni­verso: 311.040.000.000.000 de anos.

Então depois de um período semelhante tudo recomeçará! Ou como diz uma das es­tâncias de Dzyan: "O Pai Eterno, envolto nas suas roupagens sempre invisíveis, repou­sou mais uma vez durante sete eternidades".




As bibliotecas ocultas

Há inúmeras afirmações quanto à existência de bibliotecas ocultas, onde a sabedoria eterna é preservada da ignorância humana. H. P. B. afirma a existência desses arquivos da humanidade, mencionando que a Ásia Central está repleta delas. Na época, essas considerações não ofereciam qualquer valor. Hoje, a situação da arqueologia na área é completamente diversa. Tudo come­çou quando foi revelada ao mundo a mara­vilhosa biblioteca de Tun Huang, na China. A revelação de Blavatsky estava se tornando uma realidade. O local marcava o início de uma estrada para caravanas que demanda­vam o deserto de Gobi. Era um ponto de abastecimento das caravanas, famoso pelos seus templos em rocha, que devem ter sido erigidos no século 4 da nossa era. Lá estão enormes estátuas de Buda, algumas com mais de 20 metros, decorações pintadas com harmonia e lucidez. Tun Huang, a ci­dade oásis, tornou-se uma guarnição mili­tar lia época manchu (século 17). Nos meados do século 19, quando H. P. B. es­crevia a Doutrina, só possuía um habitante, monge taoísta chamado Wang Yaun, que dedicou com carinho toda a sua vida na proteção e reconstrução desses templos. Conseguiu levantar algum dinheiro para desviar um pequeno regato e construir uma tosca hospedaria. Blavatsky curiosamente nos fala:

"Ao longo dos cumes de Altyn Tag, onde a terra ainda não foi tocada por nenhum pé europeu, existe uma aldeia perdida no inte­rior de profunda garganta. E um pequeno aglomerado de casas, mais um lugarejo do que propriamente um mosteiro, com um templo de pobre aspecto, guardado apenas por um velho lama, que mora em uma ermi­da próxima. Dizem os peregrinos que as galerias e salas subterrâneas do templo en­cerram uma coleção de livros, em tão gran­de número, que, segundo as afirmações, dariam para ocupar o próprio Museu Bri­tânico".

Evidentemente, não se trata de Tun Huang, mas de algo talvez ainda maior. Quanto a Tun Huang, durante a reparação de uma das naves, em 1899, o monge ouviu um som oco numa parede, que o levou a uma bi­blioteca oculta repleta de textos. Em 1907, sir Aurel Stein consegue comprar parte (29 caixas) desse tesouro para o Museu Britâni­co. O dinheiro foi aplicado na restauração dos templos.

H. P. B. oferece uma sucessão de impres­sões. Esfinge. Oráculo. Magia. Todas essas insinuações eram reforçadas pelo seu cor­panzil, as suas manias bruscas, o modo es­palhafatoso de vestir e as manifestações pa­ranormais que a acompanhavam sempre. E, principalmente, por seus olhos esbugalhados, profundos e que atraem quem os contempla. A atração do abismo, ou da Luz.
Revista Planeta (anos 70)

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15 de novembro de 2008

A AMAZÔNIA AINDA É DO BRASIL?

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Este é o vídeo que esta passando nos EUA
http://uk.youtube.com/watch?v=cTo-mxT9eXM


AGORA A AMAZONIA NÃO É DO BRASIL??? É DO MUNDO?



Você até pode achar que o problema não é seu, mas isto não é verdade. O futuro do País é o futuro dos nossos filhos.


Paises interessados nas riquezas amazônicas estão investindo pesado, ha muito tempo, numa propaganda cujo teor é uma mensagem de que a Amazônia não pertence ao Brasil, mas ao mundo (leia-se USA). Fala-se em preservação ambiental, minorias étnicas, terras de índios, mas o que já não conseguem esconder é a sua sede de apropriação indébita, de usurpação, de conquista.


Veja, por exemplo, os recentes exemplos da "defesa" americana do Kuwait, a invasão do Iraque, guerra do golfo, etc. Os EUA não estão preocupados com a defesa das liberdades dos povos, mas sim com o petróleo que jorra no oriente. Com a Amazônia não é diferente. Eles não estão nem ai como os índios ou com a preservação. Apenas com a riqueza incalculável de nossas terras.


Infelimente o governo brasileiro adotou uma politica insana e caótica com relação aos indios e a própria Amazônia. Parece não enxergar o óbvio.A politica externa brasileira é uma lástima: cite-se o exemplo a tímida reação brasileira diante do golpe de mão que os bolivianos deram nas refinarias da Petrobrás. O Paraguai agora quer fazer o mesmo, com relação a Itaipú. Não podemos deixar que o governo entreguista prossiga dilapidando o futuro dos nossos filhos. O mínimo a fazer é divulgar, discutir e fiscalizar o governo que pagamos para nos proteger.


Categoria: Educação
Palavras-chave:
humanities






Outros Vídeos que devem ser assistidos e repassados

http://uk.youtube.com/watch?v=1K9x0rTKpwk&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=0cKVaEUVkFI&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=VLECZHU5_tk&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=Sk0ckvtWshg&feature=related

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http://uk.youtube.com/watch?v=sRgEqMun0is&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=hXvMHRZPWbM&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=XR-Zk0icSOQ&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=D85e9hXr9FM&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=oUZ0a4MCP74&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=xs1ncyrT4hU&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=dA2AcSNHR6U&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=ScR7iK4RY6E&feature=related

http://uk.youtube.com/watch?v=xs1ncyrT4hU&feature=related

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http://www.mobilizacaonacional.org.br/

A Mobilização Nacional é um mecanismo constitucional bastante recente, previsto no art.84, XIX. e em fase de implementação no Estado Brasileiro.

Sob a ótica e coordenação do Ministério da Defesa, ele está orientado para a defesa de interesses, ameaças e agressões estrangeiras, o que está definido na Lei 11.631, de 27/12/2007 (
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11631.htm)

e no decreto 6.592, de 02/10/2008 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6592.htm), que o regulamenta.

Assim, a Mobilização Nacional pode e deve ser utilizada em situações como: tráfico internacional de seres humanos (órgãos, crianças e mulheres para fins de exploração sexual), de armas e de drogas; tráfico internacional (colecionadores e zoológicos) e contrabando de animais silvestres e plantas, principalmente as medicinais, e madeira (muita madeira de lei é extraída iregularmente por aqui); contrabando de minerais, de pedras preciosas e semi-preciosas, de ferro e outros tantos. Todas essas são situações de ameaças e agressões ao povo e ao território brasileiros, passíveis de decretação de Mobilização Nacional (fase de execução), parcial ou regional, pelo Presidente da República.

Quanto às ações de defesa para coibir brasileiros de praticarem atos e agressões contra o povo, os animais, as matas e o patrimônio público brasileiro, a fase de preparo da Mobilização Nacional, certamente, trará essa conscientização aos cidadãos, que se não puderem evitar, agir e repelir a ameaça ou agressão, saberão onde e quando denunciar esses atos e agressões, fiscalizando, com eficácia, a aplicação e o cumprimento das leis.

Nós, do Centro pela Mobilização Nacional em Minas Gerais, desde 01/06/2007, quando fomos criados, vimos empreendendo esforços e formando parcerias no sentido de conscientizar e capacitar cidadãos nas áreas de segurança pública (território) e meio ambiente (riquezas naturais e minerais), em uma primeira etapa, da importância e necessidade de sua permanente participação nas fases de preparo da Mobilização Nacional.

Sem essa conscientização e capacitação para a fase de preparo, não há como se implementar a Mobilização Nacional da forma como ela está prevista (mínimo de transtorno para a população e economia brasileira).

Atualmente, os esforços do Ministério da Defesa estão concentrados na implementação do SINAMOB - Sistema Nacional de Defesa - e na elaboração de normas para o funcionamento do Sistema, em conjunto com os órgãos de direção setorial (veja artigo 9º do decreto).

Uma vez o SINAMOB em funcionamento, será a vez dos cidadãos serem conscietizados de seu papel para fazer funcionar esse mecanismo de defesa.


Sandra Mara Albuquerque Bossio
Diretora do CMN-MG
31 3422.9769 / 31 9235.8388

http://www.mobilizacaonacional.org.br/

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